Villa Romana de Rio Maior

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A Villa Romana de Rio Maior é datável do século III / IV e foi descoberta em 1983 pelo Sector de Museus, Património Histórico, Arqueológico e Cultural da Câmara Municipal de Rio Maior. Entre 1992 e 1993, foi aberta uma vala de sondagem abrangendo todo o terreno, para avaliar a potencialidade e grau de integridade dos vestígios arqueológicos.

Em 1995, sob a direcção do Dr. Beleza Moreira, iniciaram-se as escavações deste Sítio.

villaromanaA Villa romana rústica ou rural funcionava muitas vezes como casa de campo de um importante senhor romano, normalmente um magistrado de uma cidade.

Era uma grande quinta (latifúndio), onde se exploravam todos os recursos disponíveis: produtos agrícolas (cereais, leguminosas, azeite, vinho, etc.); mineração de Ferro e fabrico de utensílios de metal; criação de animais; fabrico de cerâmica; tecelagem; produção de sal (para conserva de alimentos e tratamento de couro), etc.villaromana

A produção era depois vendida às cidades romanas como Eburobritium (Óbidos), Collipo (Leiria), Scallabis (Santarém) e ao exército romano.

Até ao momento estamos apenas em presença de uma parte da Pars Urbana da Villa, ou seja, a área onde o proprietário vivia com a sua família, faltando pôr a descoberto outras zonas (áreas de serviço) e ainda localizar o templo, bem como os banhos ou termas.

O espólio recolhido no decurso das escavações é sobretudo composto de peças indicadoras do grande luxo e riqueza desta Villa e dos seus proprietários.

Outro elemento constante em todas as salas e corredores postos a descoberto são os fragmentos de estuque pintado que fariam parte da decoração parietal e dos tectos da Villavillaromana.

Todas as dependências e áreas de circulação, são pavimentadas com mosaico de estilo geométrico associado a motivos vegetalistas e fitomórficos.

Foram descobertos fragmentos de, pelo menos, cinco estátuas, uma delas de escala natural, e ainda uma peça quase intacta - a Ninfa Fontenária de Rio Maior.